O novo Hulk pode ser definido em uma palavra: action. Com o objetivo de recomeçar a franquia após o fracassado filme de Ang Lee de 2003, a Marvel não quis saber de conversa e partiu pra porrada, tanto que se você é zerado na história do verdão tem que ficar bastante atento logo na introdução do filme que conta em 5 minutos em cenas em flashback o que o seu antecessor demorou 2 horas pra explicar, como o cientista Bruce Banner virou o mais zangado herói dos gibis.
Dirigido por Louis Leterrier, conhecido pelo seu trabalho em Carga Explosiva, o filme fica meio superficial pela falta de diálogos consistentes e pelo excesso de explosões nenhum pouco empolgante, porém, para pesar na balança, os efeitos especiais utilizados no novo Hulk o deixa com aspecto mais jovem e humano, o filme deixa até explicado como é possível o Hulk expandir tanto o seu corpo e ainda continuar de calças (sempre me perguntava isso).
O vilão Abominável tem uma boa história e aspecto , mas o confronto em os dois deixa a desejar, só é salvo pela única frase memorável do filme - “Hulk smash!” – na hora da clássica virada de jogo do herói (frase também sempre utilizada nos gibis). Contudo as poucas palavras que saem da boca do atores são bastante convincentes, especialmente por William Hurt que está impecável como o severo General Ross. William Hurt parece ter sido desenhado com uma maquiagem que deixa seus bigodes e cabelos perfeitos dando mais imponência ao personagem. Liv Tyler aparece como uma doce e apaixonada Betty Ross, par romântico de Hulk, única que parece ter o domínio sobre a fera. E Edward Norton... Bom, ele com certeza foi melhor que o sofrido e chato Eric Bana.
Pra quem gosta da combinação ação + super-herói + ação “O Incrível Hulk” é sim uma boa pedida, principalmente para uma boa tarde de julho no meio da semana (porque ninguém merece passar as férias assistindo sessão da tarde).
NOTA: 7
